29 de set de 2010

Quando contratar o serviço de consultoria

Diário ABC - Cíntia Bortotto

Às vezes, um olhar externo pode ajudar você a colocar as coisas no eixo dentro de sua empresa. Quando tudo parece confuso, contratar consultoria em recursos humanos pode ser um bom caminho para solucionar problemas. Mas como sei se ela é realmente necessária?

Comecemos, então, entendendo um pouco sobre o que é consultoria. Ela é uma forma de leitura de cenário, análise e proposição de respostas, em assuntos ou tomadas de decisões que precisem de prudência e/ou ajuda e conhecimentos mais aprofundados. Nas palavras de Peter Becker, "a consultoria em sua melhor forma é um ato de amor: o desejo de ser genuinamente útil aos outros. Usar o que sabemos, ou sentimos, ou sofremos no caminho para diminuir a carga dos outros".

Logo, quando falamos em consultoria de RH, falamos desse tipo de apoio: do desejo de usarmos o que sabemos para sermos genuinamente úteis aos outros, propondo soluções práticas e embasadas em conhecimento sólido, para problemáticas que se apresentam no dia a dia.

Pode -se dizer que a consultoria em RH abrange desde atividades que envolvam muita execução, por exemplo, rodar a folha de pagamento, como a proposição de soluções para entraves. O que fazer para atrair o tipo de profissional que eu desejo? Como elaborar um plano de retenção? Como elaborar um plano de sucessão? O que fazer para implementar uma avaliação de desempenho e potencial? Como identificar os melhores profissionais na minha equipe? Como ajudar meus funcionários no planejamento de carreira? Como desenvolver a competência de liderança? Essas são algumas das problemáticas que envolvem assuntos de RH no cotidiano do mundo corporativo e com as quais uma ajuda externa pode colaborar.

Na Prática
Alguns serviços que uma consultoria em recursos humanos oferece são bastante conhecidos, como recrutamento e seleção, treinamentos, programas de desenvolvimento de lideranças, estruturação de cargos e salários, processamento de folha, desenvolvimento de programas de responsabilidade social, comunicação interna, etc. Outros são mais específicos.

Um serviço bastante procurado tem sido o chamado coaching. Trata-se de uma forma de desenvolvimento por meio da qual o coach (o treinador) desenvolve o coachee (aquele que está sendo treinado) para determinado resultado, ou para a aquisição de determinada competência para então se atingir este resultado. Tem sido uma metodologia muito aplicada para desenvolvimento de líderes, por empresas diferenciadas.

Outro serviço interessante é o chamado outplacement, consultoria para recolocação de profissional que foi desligado da empresa no mercado de trabalho. Normalmente, o consultor auxilia a elaborar o currículo, simula entrevistas e conversas de networking, mostra vagas que estão no mercado e prepara o profissional para concorrer a elas.

Uma consultoria em RH também pode fazer o desenho e o acompanhamento de programas de educação, tanto Ensino Médio, como cursos técnicos, graduação, pós-graduação, cursos de idiomas, entre outros e estruturar programas que ainda não existem, por exemplo, reembolso para educação de bolsa de graduação ou reembolso de idiomas, criando regras, política e comunicando de maneira eficiente à organização.

O consultor também pode realizar a implementação de gestão do desempenho - montando um programa que contemple a análise de desempenho, análise de competências, análise de expectativas de carreira por parte do funcionário, plano de carreira por parte da empresa.

Contratar Ou Não Contratar
Quando a sua empresa ou você estiver em dificuldade para tomar a decisão, desenhar, implementar, colocar em prática um dos itens acima ou apresenta problemas correlacionados ou decorrentes deles, talvez seja o momento de conversar e até mesmo contratar uma consultoria em RH.

Ela é positiva para todos os tipos de empresa, pois pode trazer vantagens e mais conhecimento, além de um aumento da lucratividade e diminuição do desperdício em empresas pequenas, médias ou grandes. Provavelmente, as situações serão um pouco diferentes ou de dimensões diversas, dependendo do porte da empresa. Uma companhia grande provavelmente focará em problemas de grande magnitude. Já as menores focarão em problemas que tragam prejuízo ou até que desacelerem a lucratividade; dessa forma, resolver o problema passa a ser essencial para sua saúde financeira.

Com a profissionalização dos recursos humanos, muitos problemas podem ser evitados. É possível viabilizar processos e coisas que não estão sendo feitas, evitar que a empresa tenha multas por não seguir legislações corretamente, enfim, resolver e prevenir situações indesejáveis. Também evita-se um alto turnover e propicia-se a implementação de programas mais indicados para o tipo de empresa em questão. Siga confiante e boa sorte!
 

2 de set de 2010

Cuidados e regras no trabalho

As regras de etiqueta estão presentes tanto na vida social como na vida profissional das pessoas. Profissionais ouvidos pelo O POVO dão dicas de como se relacionar bem no trabalho e do que pode e não pode ser feito no ambiente de trabalho

Quem disse que as regrinhas de etiqueta só são válidas em jantares especiais, festas de casamento ou qualquer evento social? No mundo do trabalho, elas fazem parte do dia a dia de qualquer profissional. Usar roupas adequadas, ser cortês no envio de um e-mail e ser cordial com colegas e superiores são algumas das regras básicas para a postura adequada para o ambiente de trabalho.



Mas antes mesmo de entrar na empresa, a etiqueta já deve se fazer presente na vida das pessoas. A entrevista de seleção é o primeiro contato com o gestor. “Numa entrevista você está se vendendo. Um dos cuidados que deve tomar é com relação a roupa. Você coloca algo como se já estivesse trabalhando naquele local”, pontua Marcelo Abrileri, presidente do portal Curriculum. “Tenha um semblante alegre, as empresas não ficam animadas com quem tem semblante depressivo. Seja positivo nas respostas”, aconselha.

O quesito roupa sempre é lembrado pelos profissionais. Célia Leão, consultora de empresas na área de Etiqueta Empresarial e Marketing Pessoal, acredita que, no universo feminino, pode ter preocupação com a roupa, mas preocupação com moda já é perigoso. “Não necessariamente o que está na moda combina com ambiente de trabalho.”, afirma.

A advogada e sócia de escritório de advocacia, Imaculada Gordiano, acredita que a etiqueta está ligada à ética e ao comportamento, e diz que às vezes a pessoa tem uma boa formação, mas falta a cultura do ambiente de trabalho. “O líder tem que tomar muitos cuidados, para que ele seja um exemplo”, diz. Ela fala sobre o cuidado no comportamento dos profissionais, tanto da área do Direito como nas mais diversas áreas, como por exemplo, “chamar as pessoas de senhor e senhora, a não ser que a pessoa diga que pode chamar pelo nome”. “Outro exemplo é não atender aos clientes de ‘meu querido’, ‘meu anjo’, mas sempre ‘em que posso ajudar?’”. No e-mail, segundo ela, a formalidade também precisa se fazer presente, sempre saudando a pessoa com um ‘prezado (a)’.

Relação

Como a maioria das pessoas passa a maior parte do dia no trabalho, é natural que surjam relações de amizade com os colegas e até com o chefe. Mas até nisso, é necessário ter cuidado. De acordo com Célia Leão, qualquer pessoa pode ter amizade com o chefe, mas que seja de maneira discreta, sem fazer alarde, pois a pessoa pode ser olhada de forma diferente pelo grupo. “Se for presenteá-lo, que isso aconteça longe da vista dos colegas”, diz. Para Marcelo Abrileri, o importante é que saibam diferenciar a relação de trabalho e a de amizade. “Não é porque é amigo do chefe que pode ter regalias ou trabalhar mais do que é pedido”.

E-MAIS

RELAÇÕES AMOROSAS NO EMPREGO

Se apaixonar por um colega de trabalho é passível de acontecer com qualquer profissional. Mas será que assumir um relacionamento com alguém do trabalho é bem-visto pelas empresas? Para Célia Leão, depende muito da empresa.

Têm muitas que ainda não aceitam relacionamento entre os funcionários. Mas se a empresa permitir, tomar cuidado para “não ficar o tempo todo grudado e tentar interagir com os outros colegas, não se isolar, procurar sair para almoçar”.

De acordo com Lise Aguiar, psicóloga e consultora da CMGB, tudo depende da postura de cada um. “O que não pode é ficar chamando o outro de amor, ficar beijando ou abraçando dentro da empresa. Tem que ter respeito pelos colegas”.



Fonte: http://opovo.uol.com.br/app/o-povo/empregos/2010/08/14/noticiaempregos,2029961/cuidados-e-regras-no-trabalho.shtml