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26 de fev. de 2012

Entrevista de emprego: quais os pontos-chave para se preparar?

Tudo começa com a apresentação pessoal, dizem especialistas; estudar a empresa e ser curioso podem fazer a diferença.

A entrevista de emprego é um momento complicado para qualquer profissional, tanto para os extrovertidos quanto para os tímidos e extremamente ansiosos. Isso acontece basicamente porque o candidato sabe que os próximos minutos serão decisivos para o seu futuro profissional. Acabar com esse problema não é possível, mas algumas dicas de preparação podem ajudar bastante o candidato.
Para os especialistas consultados pelo InfoMoney, tudo começa com a apresentação pessoal. Antes de seguir para a entrevista, o candidato deve ter bastante cuidado com o que vai escolher para vestir, observando não só a roupa, mas também detalhes que vão desde cabelo bem arrumado até unhas feitas.

Pesquise e entenda
O professor de inteligência de mercado da FIA (Fundação Instituto de Administração) e UFPR (Universidade Federal do Paraná), Ramiro Gonçalez, ainda sugere que o candidato faça uma pesquisa prévia para entender a cultura organizacional da empresa para a qual está se candidatando. Algumas empresas, por exemplo, adotam um dress code bastante descontraído, com seus diretores usando tênis em plena segunda-feira. Outras, por outro lado, exigem a vestimenta completa: terno, gravata e sapato social.
Para não errar, é importante fazer uma boa pesquisa. Sempre lembrando que, na dúvida, opte pelo formal. Ir a uma entrevista de emprego vestindo algo muito informal é sempre arriscado. Além de ser mal avaliado pelos empregadores, você pode não se sentir confortável, o que se vai refletir no seu desempenho durante a entrevista.

Qual o seu perfil?
Gonçalez reconhece que a forma como o candidato se veste não será extremamente importante. “As empresas mais modernas não têm uma avaliação tão rigorosa em relação ao vestuário”. Porém, suas roupas podem ser um filtro. Na prática, conforme explica o professor, se a empresa está buscando um profissional inovador, que “pensa fora da caixa”, ela pode se sentir mais motivada a selecionar aquele que não tem aquele perfil de vestimenta tão padronizado, certinho e alinhado.
Por outro lado, seja a empresa que for, se ela quer um profissional para trabalhar na área de atendimento ao cliente, a apresentação pessoal vai contar muito. Lembre-se de que, neste caso, a empresa está buscando candidatos para representá-la, para ser a cara da empresa diante os clientes.

A listinha
Além de pensar e refletir muito bem sobre qual roupa você vai usar, outra dica de preparação diz respeito à conversa que você terá com o selecionador. Os especialistas sugerem que o candidato faça uma pequena lista de perguntas que possivelmente serão feitas durante a entrevista e tente respondê-las em casa.
Perguntas como: “Quais os seus maiores defeitos?” “Quais suas principais competências?” “Quais os principais desafios que você superou na sua trajetória profissional?” normalmente fazem parte de uma entrevista de seleção, e estar pronto para elas pode ajudar. Mas a diretora Regional Interior SP da Business Partners Consulting, Viviane Gonzalez, alerta: “preparação demais também não é bom”.
Se você se prepara demais, a entrevista pode ficar muito forçada. As frases feitas, por exemplo, são erros que podem custar a oportunidade do candidato. Preparar-se quer dizer que você deve pensar sobre o assunto, refletir, na calma do lar, sobre sua trajetória profissional, sobre seus feitos e suas competências. Não quer dizer que você deve fazer uma lista de perguntas, respondê-las de acordo com o que acha certo e decorar.

Seja transparente
“Para a entrevista fluir bem, o profissional tem que ser transparente, sincero e ter calma”, ressalta Viviane. No caso específico da transparência, Viviane explica que não se deve mentir nunca e em nenhum ponto. Por exemplo, se você acha que, para conquistar a vaga, deve dizer que adora interagir com pessoas e de participar de reuniões, mesmo que você não suporte isso, você possivelmente se frustrará se conseguir o trabalho, pois você não é adequado para a vaga.
Se disser que sabe inglês perfeitamente, o selecionador pode simplesmente começar a falar com você em inglês e querer terminar a entrevista em tal língua. Outro ponto que é importante levar em consideração é que tudo pode acontecer em uma entrevista de emprego. O selecionador pode pedir que você faça qualquer tipo de teste. Se você é um profissional, tem experiência anterior e conhecimento técnico, não há nada de errado em ser submetido a um teste. O importante é saber que isso pode acontecer.
Lembra daquele ditado: a prática leva à perfeição? Bom, ser um perito em entrevistas de emprego não é algo tão fácil de conseguir. Mas praticar bastante certamente vai ajudá-lo. Assim, mesmo que você não estiver 100% interessado em determinada vaga, vá na entrevista assim mesmo. Há diversos aprendizados nesse tipo de estratégia. Primeiro, você descobre como o mercado está selecionando o pessoal. Segundo, uma entrevista de emprego vai deixar de ser um evento grandioso para você.
Mas vale tomar um cuidado. Mesmo que você não esteja tão interessado, é importante dar o seu melhor durante a entrevista, sem estragar sua imagem para futuras oportunidades naquela empresa, ou seja, para posições que podem ser 100% do seu interesse.

RH e gestor
O processo seletivo de uma empresa pode contar com uma, duas, três ou até mais entrevistas. A primeira pode ser com a área de recursos humanos e a segunda com o gestor. Pode haver apenas uma entrevista, com ambos profissionais. A dica é a seguinte: o RH tem um foco um pouco diferente dos gestores.
De acordo com Gonçalez, o recursos humanos normalmente está mais interessado em avaliar habilidades de relacionamento, ou seja, como você interage com as pessoas, como se relaciona, como se comporta. Já o gestor quer saber como você pode contribuir para resolver os problemas da área.
Então, se a entrevista for com o RH, foque nas suas habilidades de relacionamento interpessoal; se for com o gestor, mostre como você vai ajudá-lo a resolver os problemas.

Fonte: Infomoney

18 de nov. de 2011

25 dicas para se dar bem na carreira

  25 dicas para se dar bem na carreira

Quem pensa que contatar pessoas somente em redes sociais ou distribuir cartões corporativos são garantias para um bom networking, está enganado! Veja dicas para um networking de qualidade

Você sabia que 70% das contratações são resultados de um bom networking? Foi exatamente o que apontou o estudo feito pela Right Management, consultoria organizacional especializada em gestão de talentos e carreira. O estudo revelou que manter uma rede de relacionamento pode fazer a diferença no momento de realizar novos negócios e, principalmente, procurar um emprego.

A justificativa para isso se deve a confiança que uma indicação proporciona para alguma determinada oportunidade. A crescente necessidade das empresas em acertar na escolha dos profissionais que vão integrar suas equipes facilita as indicações, pois, quando um profissional vem indicado, ganha, de certa forma, a "chancela" de outro profissional sobre sua capacidade.

Mas, embora muito se fale sobre networking é comum encontrar pessoas que não sabem exatamente como por em prática o seu, ou como exatamente funciona isso.

Segundo Carmem Velloso, consultora de gestão de carreiras da Right Management, "o networking se traduz na troca de informações que podem acontecer em qualquer ambiente, seja no trabalho, no curso de idiomas ou em uma roda de amigos".

Para a jornalista e especialista em marketing Clarice Pereira, da LINK Portal da Comunicação é importante que essa troca de informações aconteça de maneira informal e a pessoa esteja disposta tanto a "doar" quanto a "receber". "Converse, troque ideias, se apresente, explique os seus objetivos e tenha certeza que a pessoa que está recebendo as informações compreendeu seus objetivos e a sua atuação profissional" explica Clarisse.

Cultivar o Networking

Uma dica apontada pela consultora da Right, Carmem Velloso, é dar continuidade ao relacionamento após a troca de informações. Cultivar o networking, ainda que o profissional esteja empregado, é uma alternativa para estar bem informado, além de transmitir suas reais habilidades para outras pessoas, assim como seus interesses.

Mesmo com a correria do dia a dia e o acumulo de tarefas, os profissionais acabaram criando novos hábitos para a troca de informações. A internet pode ser um meio de contato com novas pessoas, as redes sociais provam isso. Porém, se achar que adicionar simplesmente contatos sem nenhum critério aumenta seu poder de relacionar-se no mundo analógico, você pode sofrer alguma decepção.

Por isso, é importante que o profissional não negligencie os encontros pessoais. "Usar a tecnologia e a disseminação das redes sociais é importante sem dúvida, mas o contato presencial continua sendo a melhor maneira de aplicar o networking. Reserve um horário para rever àquela pessoa que não encontra há algum tempo" aconselha Carmem Velloso.

A especialista Clarisse Pereira revela também que não é de bom grado procurar as pessoas apenas quando precisa de um favor. "Ao invés de passar uma imagem positiva, a atitude pode causar uma impressão contrária", avalia. "Ganhar a confiança do outro leva tempo e investimento pessoal", acredita. Por isso fica difícil cultivar um relacionamento verdadeiro com centenas e milhares de pessoas simultaneamente. Nesses casos, as relações serão superficiais e no momento necessário, esses contatos não se motivarão por sua causa.

Quantidade não é qualidade

Vale lembrar que quantidade não é sinônimo de qualidade e este conceito pode ser aplicado aos sites de relacionamento. Segundo Carmem Velloso, na lista de contatos deve constar pessoas com as quais exista uma relação de troca de informação. "Construa boas histórias com as pessoas, essa é a melhor receita para gerar boas memórias sobre você.", afirma à executiva.

Reuniões, palestras, cursos, eventos, conferências, atividades de lazer, entre outras formas de aproximação, são algumas formas para se construir relacionamentos duradouros.

Vejam dicas das duas consultoras para construir um networking adequado e se dar bem na carreira:

1) Estabeleça um link de relacionamento (um assunto em comum) com o outro contato;
2) Cuide para ser uma pessoa interessante. Isso inclui ler, ir ao teatro, cinema, estar bem-informada, etc.
3) Tenha em mente quais são as suas habilidades e competências;
4) Planeje antes de fazer o contato e o faça de maneira personalizada;
5) Conduza a conversa;
6) Saiba se expressar e seja claro para garantir que a pessoa esteja recebendo a informação corretamente.
7) Certifique-se de que a pessoa entendeu as suas intenções;
8) Seja você mesmo;
9) Partilhe idéias e convide o interlocutor para opinar sobre elas;
10) No primeiro contato por telefone, pergunte da disponibilidade do ouvinte em falar com você naquele momento. Caso a pessoa esteja ocupada, ligue novamente. Há pessoas que esquecem de retornar a ligação;
11) Mantenha o canal aberto para novos contatos;
12) No caso da busca por uma oportunidade de trabalho, tenha controle das pessoas com quem conversou; quando e o que foi dito;
13) Cuide da história que você está construindo;
14) Mantenha atualizada sua rede de contatos;
15) Planejar é fundamental;
16) Saiba quais os eventos que acontecem sobre o tema, e se possível, esteja presente;
17) Estude o assunto para não cometer gafes;
18) Não fale mal dos outros;
19) Quando abordar uma determinado assunto, seja claro e natural;
20) No caso de precisar de um favor, perceba se a pessoa entendeu suas intenções;
21) Marque presença junto à sua rede de relacionamentos;
22) Avalie se o novo contato vai lhe acrescentar algo, lembre-se que a relação é de troca;
23) Tenha à mão seus cartões pessoais;
24) Entenda um pouco de tudo e não se restrinja apenas à sua área profissional;
25) A sua dica!

Queremos saber o seu conselho na busca de conquistar uma carreira de sucesso.

fonte: http://www.administradores.com.br/informe-se/carreira-e-rh/25-dicas-para-se-dar-bem-na-carreira/35636/

23 de set. de 2011

Inteligência emocional conta mais do que QI, indica estudo

A habilidade de controlar as próprias emoções e de saber reagir de forma adequada à atitude dos colegas de trabalho é uma característica bastante valorizada nos profissionais. Até mais do que a inteligência medida pelo QI. Levantamento daCareerBuilder mostra que 71% dos 2.662 executivos de RH pesquisados afirmam valorizar mais a inteligência emocional (IE) do que o QI em seus funcionários. Isso vale tanto na hora de contratar como na de promover.
A pesquisa mostra que 59% dos recrutadores não contratariam um profissional com QI elevado e baixo quociente emocional (QE).

Quando se fala em promoção, a porcentagem é ainda maior - 75% se dizem mais propensos a valorizar o funcionário que lida melhor com as emoções.Quando questionados sobre por que a inteligência emocional é mais importante do que aquela medida pelo QI, os executivos de RH dizem que funcionários com alto QE conseguem manter a calma sob pressão, sabem resolver conflitos efetivamente, têm empatia com suas equipes, lideram pelo exemplo e tomam decisões de negócios mais bem pensadas.

Os gestores de RH explicaram, ainda, como detectam profissionais com elevado QE em suas equipes. Esses funcionários normalmente admitem e aprendem com seus erros, controlam as emoções durante as discussões, apresentando argumentos bem pensados, escutam mais do que falam e demonstram boa vontade sob pressão.
A pesquisa foi realizada com 2.662 pessoas, nos Estados Unidos, entre os dias 19 de maio e 8 de junho.

Fonte:Econômico Valor

7 de jul. de 2011

Discrição e inteligência podem ser garantia de novo emprego

Para ter certeza do sucesso em uma entrevista e garantir bons resultados em uma avaliação, os candidatos a vagas devem apostar cada vez mais na discrição e investir na construção de argumentos eficazes que possam mostrar ao empregador o quanto sua presença pode contribuir, de forma positiva, com a empresa.
Para compor este perfil, no entanto, é preciso cuidado e atenção, afinal, este é um momento crucial e tocar em assuntos inadequados pode comprometer os resultados.

“O profissional precisa mostrar como pode ser útil sem expor as necessidades que o motivaram a procurar determinado emprego. Tentar justificar a contratação mencionando problemas que esteja vivenciando pela falta de trabalho é inapropriado”, diz a especialista em RH e professora de Planejamento de Carreira da Veris Faculdades, Carolina Camba.
Outro ponto importante é certificar-se de que as atribuições a serem desempenhadas no cargo estejam relacionadas com a sua área de atuação e conhecimento.
“Já observei situações em que a proposta exige mais do que o conhecimento que o profissional possui, bem como aquelas em que o nível de complexidade do trabalho é inferior à competência do candidato”, conta a coach e consultora de carreira, Bernadete Pupo.

Não faça
Evite entrar em temas polêmicos durante a entrevista. Segundo Carolina, falar sobre política, religião e futebol pode ser complicado. Além disso, fuja de assuntos e situações que possam propor um certo grau de intimidade com o entrevistador e, em hipótese alguma, fale mal de seu ex-chefe ou de uma empresa para a qual já prestou serviços.

Tiro certo
Para acertar o alvo e não tropeçar na
fase de seleção, a recomendação aos interessados em novas oportunidades consiste em, basicamente, identificar a necessidade do empregador e avaliar se sua expertise é condizente ao que está sendo ofertado.
“O candidato deve estar atento às questões formuladas pelo entrevistador e exercitar a prática do ouvir para responder apenas o que lhe for questionado. Lembrando que a qualidade das respostas é o que importa e não a quantidade de palavras”, avalia Bernadete.

Impactos na carreira
As consequências de uma escolha inadequada podem ser prejudiciais à carreira e causar não apenas arrependimentos, mas também a constante sensação de inadequação ao local de trabalho.
“Nestes casos, as reações do empregado podem ser prejudiciais para ele e para os clientes que atende. É um processo em cadeia”, diz Pupo.
Por esta razão, antes de escolher um lugar para trabalhar, esteja ciente das próprias habilidades e procure se especializar em áreas específicas de atuação.

Por: Equipe InfoMoney

7 de jun. de 2011

Saiba o que é mito e o que é verdade na busca por um emprego


Saiba o que é mito e o que é verdade na busca por um emprego

Idade atrapalha? Ter filhos é um problema? E as redes sociais? Especialista responde dúvidas e dá dicas que podem ajudar bastante na busca por um emprego
Quando o assunto é a busca por um novo emprego, muitas dúvidas surgem na cabeça dos candidatos. Aqueles que acabaram de ter filhos sofrem com a possibilidade de o empregador não querer pessoas com crianças pequenas. Outros, mais velhos, temem ser preteridos por conta da idade. Mas será que esses fatores realmente contam?

Para esclarecer estas e outras dúvidas, o InfoMoney consultou a headhunter da De Bernt Entschev Human Capital, Juliana Gomes. Veja, abaixo, as respostas.

Idade atrapalha?
Segundo Juliana, quando o assunto é idade, as pessoas temem ser preteridas por serem mais velhas ou serem novas demais. Neste último caso, sobretudo, se estiverem pleiteando um cargo de liderança.

Entretanto, de acordo com a headhunter, tudo depende da posição e do perfil da empresa. “Não adianta querer colocar um profissional mais jovem para liderar pessoas com perfil sênior, por exemplo, e vice-versa”.

Ter filhos é um problema?
A questão de que as empresas não querem contratar pessoas com filhos, sobretudo pequenos, é um mito, afirma a especialista.

De acordo com ela, cada vez mais, as empresas estimulam a qualidade de vida do profissional e esperam que ele saiba administrar o tempo. “A questão é de maturidade de administração”.

Morar longe pode?
A distância e especialmente o tempo de deslocamento entre casa e trabalho são fatores nos quais as empresas prestam atenção, ganhando ainda mais importância nas grandes cidades, como São Paulo.

Por outro lado, Juliana explica que o tempo de deslocamento não é um fator de eliminação, mas pode ser “um voto de minerva” em alguns casos.

Não ter perfil em redes sociais é um crime?
As redes sociais entraram definitivamente na vida das pessoas e isso inclui o mercado de trabalho. Atualmente, diz a especialista, os recrutadores investigam como as pessoas se relacionam na rede, observando tanto o relacionamento com amigos como com o networking.

“As pessoas têm que estar na rede, ligadas no que está acontecendo”.

Ser mandado embora é sinal vermelho?
Ter sido mandado embora do trabalho não é motivo para preocupação. O problema, diz Juliana, é quando a dispensa se torna recorrente.

“É perfeitamente natural sair quando os valores da empresa não combinam mais com os da pessoa. O problema é quando isso acontece repetidas vezes”.

Muitos empregos em pouco tempo é ruim?
Neste caso, explica a especialista, a imagem do candidato pode ser prejudicada. O ideal é que a pessoa termine os projetos começados e fique ao menos de um a dois anos em cada companhia.

O contrário, acrescenta, ficar muito tempo em uma empresa também é ruim, especialmente se a pessoa não obteve qualquer evolução no período.
Processo de trabalho e licença saúde impedem novo emprego?
Ter no “currículo” um processo de trabalho ou uma licença saúde não impactam na busca por um novo emprego, esclarece Juliana. Contudo, no primeiro caso, diz, muitos processos podem chamar a atenção.

Já no segundo, independentemente do que tenha acontecido, explica, o que importa é postura do profissional, o comprometimento com o trabalho e os resultados obtidos
.
 
Fonte: http://profmilton.blogspot.com/

 

7 de dez. de 2010

Veja dez áreas em que faltam profissionais, segundo recrutadores
G1 consultou empresas de recursos humanos e sites de currículos. Crescimento do mercado ou exigências dificultam preenchimento de vagas.
Gabriela Gasparin Do G1, em São Paulo

O aquecimento da economia, a exigência de qualificações ou até mesmo a falta de profissionais no mercado fazem com que empregadores tenham dificuldade para preencher vagas muitas vezes consideradas estratégicas, afirmam especialistas. Após consultar empresas das áreas de recursos humanos e sites de currículos, o G1 lista dez dos cargos mais difíceis de serem preenchidos atualmente no mercado brasileiro.

As empresas citaram as funções e áreas que, neste ano, marcaram pela escassez de profissionais adequados. Algumas vagas acabaram nem sendo preenchidas ou os empregadores precisaram abrir mão de alguma exigência para fechar o posto, afirmam os especialistas. Outro motivo apontado pelos recrutadores para esses casos é que, com a economia aquecida, muitas empresas procuraram segurar os funcionários, cobrindo eventuais ofertas.
10 CARGOS DE DIFÍCIL PREENCHIMENTO

 Analista ou coordenador contábil com inglês fluente
"Faz uns três anos que estamos com dificuldade nessa área por conta da escassez de profissionais. Quando o Brasil era uma economia de inflação, o setor de contabilidade não era estratégico, e sim operacional. Com o crescimento do país, todas as funções dentro de uma empresa ficaram mais complexas. Mas como a área era operacional, o público perdeu interesse", diz Fabiana Nakazone, gerente da divisão especialistas do Grupo DMRH. Ela diz que, como a função tornou-se estratégica, há a necessidade de inglês fluente.

Consultor SAP com inglês fluente e experiência
Profissional da área de Tecnologia da Informação (TI) que saiba trabalhar e fazer personalizações no programa SAP, usado por empresas para a gestão de negócios. "Precisamos de profissionais com inglês fluente porque o sistema é integrado fora do Brasil e, às vezes, é preciso dar suporte para o exterior", afirma Fabiana Nakazone, gerente da divisão especialistas do Grupo DMRH.

Profissionais da área de Tecnologia da Informação (TI)
O diretor da Trabalhando.com.br, Renato Grinberg, disse que, além de difíceis de encontrar, os profissionais da área também pedem salários muito altos para sair das empresas onde já estão, pois recebem contraproposta para ficar. De acordo com Leandro Cabral, diretor comercial da Catho Online, a área de TI já vem sinalizando falta de profissionais qualificados desde o início desta década.

Profissionais da área de vendas e teleatendimento
Levantamento feito com 187 empresas pela Curriculum.com.br para o G1 mostrou que, além das áreas de TI e engenharia, o setor de vendas também apresenta dificuldades para achar profissionais em 2010. De acordo com Marcelo Abrileri, presidente da Curriculum, não está fácil encontrar um bom vendedor. Renato Grinberg, diretor da Trabalhando.com.br, disse que a área comercial está com forte demanda por conta do crescimento da economia, que exige profissionais do setor. Segundo a Catho Online, vendas e teleatendimento têm, ainda, alta rotatividade.

Coordenador de medicina e segurança do trabalho para o varejo
"A área costuma ser bem forte em indústrias, mas quando o varejo exige a mesma função, é difícil encontrar profissionais que se encaixem no ritmo", Fabiana Nakazone, gerente da divisão especialistas do Grupo DMRH. De acordo com ela, o volume de pessoas e o estilo do varejo não são os mesmos que os da indústria e não é fácil achar profissionais adequados.

Engenheiros
O mercado precisa de engenheiros em geral, mas especialistas ouvidos pelo G1 ressaltam escassez maior nas áreas de infraestrutura, projetos e civil.  "O Brasil está crescendo e precisamos de profissionais especialistas em obras de grande porte, como rodovias, hidrelétricas e saneamento. Não tem gente preparada para fazer isso", diz Fátima Brandão, gerente do Foco RH.
Médicos
De acordo com Leandro Cabral, diretor comercial da Catho Online, tem sido difícil encontrar médicos para vagas em diversas especialidades, segundo percepção do site. Cabral diz que faltam profissionais com qualificações e formações específicas.
Secretárias
De acordo com Renato Grinberg, diretor da Trabalhando.com.br, as mulheres têm perdido o interesse pelo cargo de secretária. "Não tem candidatas jovens", afirma. Segundo ele, algumas empresas até preenchem a vaga de secretária com outros profissionais. O especialista explica, porém, que, quando a empresa começa a crescer, sente a necessidade de um profissional formado na área de secretariado.

Profissionais da área de mineração
De acordo com Leandro Cabral, diretor comercial da Catho Online, foi notada dificuldade no site para encontrar profissionais da área em geral, desde operacional e técnica a engenheiros e executivos. Segundo Cabral, a mineração pede profissionais com formação e qualificações muito específicas. Ele também ressalta que o setor trabalha muito com a indicação de funcionários.

Profissionais da área petroquímica e de energia
De acordo com Leandro Cabral, diretor comercial da Catho Online, a área petroquímica pede formação bastante específica e nem sempre há profissionais disponíveis e qualificados no mercado. No ramo de energia, o problema se repete. "Com os avanços tecnológicos e o aumento da demanda, é cada vez mais escasso o número de profissionais qualificados e prontos para atuar nesse setor."

Fonte: Curriculum.com.br, Fabiana Nakazone, gerente da divisão especialistas do Grupo DMRH, Fátima Brandão, gerente do Foco RH, Leandro Cabral, diretor comercial da Catho Online e Renato Grinberg, diretor da Trabalhando.com.br.


Casos específicos
Além dos cargos citados na tabela acima, os especialistas de recursos humanos lembraram também exemplos de cargos de difícil preenchimento apenas em algumas regiões do país.
É o caso do cargo de analista de custos para o Centro-Oeste, que tenha perfil estratégico e inglês fluente, diz Fabiana Nakazone, gerente da divisão especialistas do Grupo DMRH. Segundo Fabiana, nesse caso foi difícil preencher o posto por conta da localização da vaga. “O requisitante pediu inglês fluente com perfil estratégico. Quando vamos para o Centro-Oeste, onde estão as filiais das empresas, fica mais difícil achar esse profissional”, afirmou.
 Outra função de difícil preenchimento foi a de médico do trabalho com experiência em grandes empresas para o Nordeste, lembrou Fabiana. “As empresas abrem polos em cidades pequenas e a pessoa que está na capital não vai querer ir para o interior”, disse. Ela lembrou, ainda, que dificilmente os médicos conseguem trabalhar em muitas empresas no mesmo dia, já que eles têm a agenda cheia.
 Renato Grinberg, diretor da Trabalhando.com.br, afirmou que a empresa também teve dificuldades para encontrar profissionais da área farmacêutica que tenham conhecimentos em assuntos regulatórios, ou seja, conheçam as normas brasileiras para o setor. “Demorou bastante para preencher essa vaga”, afirmou. Segundo ele, a área de laboratórios está em crescimento no Brasil e muitas empresas do segmento estão investindo no país, daí a necessidade de especialistas na área de regulamentação.
Contraproposta
Os salários para contratar profissionais já experientes também aumentaram, em virtude da economia mais aquecida e do consequente assédio de outras empresas para que o funcionário troque de companhia. Isso, segundo recrutadores, faz com que muitos empregadores tentem segurar sua equipe, cobrindo as ofertas dos concorrentes. “No ano passado, as empresas tiveram que enxugar o quadro e poucas fizeram contraproposta. Neste ano, os empregadores estavam com dinheiro e todos os bons candidatos, se tiveram proposta para sair, receberam a contraproposta”, disse Fabiana, do Grupo DMRH. 
Na área de Tecnologia da Informação (TI), por exemplo, Leandro Cabral, diretor comercial da Catho Online, diz que a procura tem crescido a cada dia. "Profissionais nessa área estão entre os mais bem remunerados do mercado, portanto, já recebem acima da média". Ele lembrou que o investimento na qualificação na área é alto. "Porém, isso é observado em várias outras profissões e, mesmo assim, a remuneração média fica abaixo da de TI", disse.

Empresas abrem mão de qualificações
De acordo com Fátima Brandão, gerente do Foco RH, as empresas estão abrindo mão de alguns conhecimentos ou experiências nos profissionais, desde que eles tenham o perfil comportamental adequado. De acordo com ela, um profissional que seja '100%' às vezes pode receber uma proposta melhor de outro empregador e ficar por pouco tempo na empresa. “Não tem mão de obra tecnicamente para todo mundo”, disse. Segundo ela, quando escolhe por um profissional que não está completamente treinado, a empresa opta por dar cursos ou oferecer treinamentos.
“Muitos cargos de gestão, como coordenadores, gerentes e diretores, deixam de ser preenchidos por falta de profissionais preparados no mercado”, disse Cabral. Para Grinberg, quanto mais sobe o cargo, maiores são as especificações. “Os clientes pedem um superhomem.” 
Como aproveitar oportunidades
Para Fabiana Nakazone, vale aos candidatos ficarem de olho nas vagas mais difíceis de preencher para tentar atendê-las. Segundo ela, às vezes um profissional formado em determinada área não enxerga todas as possibilidades que a carreira tem a oferecer, focando apenas no setor que está mais saturado. “É importante ver o que cada formação pode oferecer”. 
Renato Grinberg alerta que o candidato precisa gostar do que faz. Ele lembra que de nada adianta cursar engenharia só porque há vagas disponíveis na área se a pessoa não tiver habilidade com números, por exemplo.

17 de nov. de 2010

Pós-graduação aumenta salários, mas deve estar de acordo com plano de carreira
 
Uma pesquisa revela em números que quanto mais estudo, maior o salário. Por isso, depois de terminar a faculdade, o desafio é escolher que pós-graduação cursar.

Fonte: Jornal da Globo


Depois de se formar em relações internacionais, a diretora de marketing Juliana Andrade entrou para um curso de pós-graduação. “Eu espero ser melhor remunerada e ter maior sucesso na minha carreira profissional”, diz.
Milene Schiavo, gerente de recursos humanos, também não se contentou só com o curso de administração de empresas. Começou a fazer pós em recursos humanos. O retorno já veio: “Recentemente, tive um convite de trabalho para ser gestora de uma empresa em que hoje sou gerente de RH, e um dos motivos foi porque eu estava cursando a pós”, afirma.
Promoções, salários maiores: quem se qualifica é recompensado. E uma pesquisa mostra que a pós-graduação é ainda mais importante para os profissionais que estão começando a ocupar cargos de chefia.
Trabalhadores com nível superior que tenham mestrado ou doutorado, por exemplo, ganham 37,72% a mais (R$ 4.484,53) do que aqueles que só fizeram graduação (R$ 2.792,61).
“É o resultado que o ocupante desse cargo traz em relação às atividades do cargo. Então quanto mais preparado ele for, mais resultados ele traz para as atividades em que a empresa exige desse cargo”, diz Silvana Di Marco Franzotti, gerente da pesquisa salarial e de benefícios da Catho Online.
A pesquisa feita com 167 mil trabalhadores em todo o país também revela a variação salarial no topo da carreira. Diretores que cursaram MBA ganham mais do que todos os outros (R$ 18.693,28), mesmo daqueles com mestrado e doutorado (R$ 17.466,67).
Para cada cargo, uma pós-graduação. Na hora de escolher o curso, é importante focar o objetivo profissional. É o que destaca Sônia Helena dos Santos, especialista em gestão de pessoas. “Se ele tem intenção em trabalhar no mercado, vai procurar uma pós-graduação, e, conforme o desenvolvimento da carreira dele, quanto tempo ele vai permanecer, pode buscar na sequência um MBA. Quando você fala num mestrado ou num doutorado, aí já tem um caráter muito mais investigativo, voltado a uma carreira acadêmica”, diz.

14 de out. de 2010

Guia do estágio

Dicas para conseguir uma vaga, o que muda na nova lei, como se comportar na entrevista, como fazer o currículo ideal e muito mais...
O estágio é uma ótima maneira de o estudante começar bem a vida profissional. Isso porque a principal causa de desemprego entre os jovens é a falta de experiência. O começo do ano é o melhor período para procurar uma vaga - até o fim de março, o mercado se aquece com postos para nível médio, técnico e superior e a demanda das empresas aumenta de 20% a 30%. Nem a propalada crise econômica mundial nem a mudança na legislação, que prevê mais benefícios aos estagiários e, portanto, mais obrigações para as empresas, alteraram esse quadro. "As mudanças na Lei do Estágio (veja abaixo) assustaram algumas empresas, mas as perspectivas são muito boas", diz Tiago Tomita, coordenador de administração de estágios da Catho Online.
Estudantes de Educação especial e dos últimos anos do ensino fundamental (na modalidade jovens e adultos), do ensino médio (ensino profissionalizante e regular) e superior podem ser estagiários. A estudante de ensino médio Karine, por exemplo, conseguiu uma vaga graças ao programa Jovem Cidadão, do governo de São Paulo. "Assim que terminou meu estágio, fui efetivada" conta a jovem. Apesar da contratação não ser garantida, o estágio é o principal atalho para o mercado de trabalho
Grande ou pequena empresa? Tanto faz, se o objetivo é aprender e ganhar experiência. O bom estágio dá aos estudantes a oportunidade de aplicar conhecimentos na prática e desenvolver habilidades profissionais, sem prejudicar o desempenho na escola "Empresas menores garantem crescimento profissional maior e mais rápido, mas firmas maiores também oferecem grandes oportunidades", afirma Giuliano Bortolucci, diretor do site Estagiários.com, especializado no tema.
Para garantir uma vaga, é preciso ter iniciativa, perfil adequado à vaga oferecida e saber trabalhar em equipe. Paciência e persistência também são fundamentais - se demorar a ser escolhido, não desanime. Confira essas e outras dicas no guia preparado pelo Educar para Crescer com a consultaria da Catho, do Ciee e do Estagiários.com.

1. Onde buscar estágio?
Fique de olho no mural da sua escola ou faculdade - muitas empresas costumam usar essa via para contratar estagiários. Também inscreva-se em sites específicos. A maioria deles não cobra pelo cadastro. Veja abaixo:
Centro de Integração Empresa-Escola (http://www.ciee.org.br/): essa instituição filantrópica, mantida por empresários, não cobra taxa de cadastramento e tem 7.614 vagas, para estudantes de nível médio, técnico e superior

Núcleo Brasileiro de Estágios (http://www.nube.com.br/): o site de cadastro gratuito tem 2.316 vagas para estudantes do ensino médio, técnico e superior em todo Brasil. Os valores da bolsa-auxilio variam entre R$ 350 e R$ 1.416, de acordo com o curso e carga-horária

Catho ( http://www.catho.com.br/): o site de busca e oferta de empregos tem 12.574 vagas para estagiários. É grátis nos primeiros sete dias e depois cobra mensalidade de R$ 29,50 para estagiários, mas é grátis por sete dias
Programa Jovem Cidadão - Meu Primeiro Trabalho (http://www.meuprimeirotrabalho.sp.gov.br/): o projeto do governo estadual paulista dá a primeira oportunidade de emprego para jovens estudantes do ensino médio das escolas do sistema público estadual,com idade entre 16 e 21 anos , dos 39 municípios da Região Metropolitana de São Paulo. Empresas como Bradesco, TV Globo e Volskwagen, entre outras, pertencem ao programa. Os estudantes podem se inscrever na secretaria da escola ou pelo site http://www.meuprimeirotrabalho.sp.gov.br/
Agência Brasileira de Estágio (http://www.portalabre.com.br/): tem vagas em diversos Estados brasileiros, mediante cadastro gratuito
Estagiários.com (http://www.estagiarios.com/): oferece 216 vagas de estágio nos Estados do Amazonas, Bahia, Ceará, Espirito Santo, Minas Gerais, Pará, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, São Paulo e Paraná para ensino médio e superior. Cadastro gratuito.

 2. Lei do estágio: o que muda?
Sancionada em setembro de 2008 pelo presidente Lula, a nova lei do estágio determinou uma série mudanças. A princípio, muitas empresas zeraram seus contratos de estágio, prevendo que as novas normas fixadas pela legislação afetariam seus lucros - a bolsa-auxilio e o vale-transporte, por exemplo, tornaram-se obrigatórios. Mas os estagiários não precisam temer a redução de vagas. De acordo com a Associação Brasileira de Estágios, houve uma queda de 40% no número de postos oferecidos em outubro de 2008, mas hoje, esclarecidos os pontos polêmicos da nova lei, o mercado continua o mesmo.
Para Paulo Nathanael Pereira de Souza, presidente do CIEE, a medida trouxe benefícios aos estudantes. "Lutamos muito por esse projeto e apoiamos a lei. Acredito que o saldo será positivo", afirma. Agora, estagiários devem ter férias remuneradas de 30 dias depois de um ano de trabalho e direito a vale-transporte. A lei também limitou a carga horária dos estudantes (6h para nível superior), que podem ser dispensados mais cedo durante o período de provas. Já o tempo máximo de estágio na mesma empresa passa a ser de dois anos, exceto para pessoas com deficiência. O acompanhamento de um profissional da área para os estagiários também passou a ser obrigatório, assim como o envio de um relatório, a cada seis meses, à instituição de ensino sobre o estágio. Ainda com dúvidas? O CIEE tem um telefone gratuito para esclarecimentos : 0800-771-2433.

3. Como montar um currículo ideal?
Suas qualidades no papel: antes de procurar estágio, confira como fazer um bom curriculum vitae:
Não enrole: uma página é suficiente para o currículo de principiantes
Informe dados pessoais básicos: nome, idade, endereço, telefone, e-mail e formação são imprescindíveis. Também é importante informar onde estuda, em qual turno (manhã, tarde ou noite) e em que ano está
Valorize sua formação: mencione os cursos, seminários e workshops dos quais participou --mas só os que têm relação com a sua profissão. Aulas de teatro não ajudam a conseguir vaga num escritório de engenharia
Idiomas: enumere as línguas que sabe, mas indique seu grau de conhecimento em cada uma. Para pesquisar cursos gratuitos ou de baixo custo, leia a reportagem Aprenda uma nova língua gastando pouco
Experiência anterior: estágios ou empregos anteriores, ainda que temporários, devem ser listados em ordem cronológica, ou seja, do atual para o mais antigo. Indique o ramo de atividade da empresa, função exercida e tempo de permanência no trabalho
Novas tecnologias: mencione seus conhecimentos em informática, independente da área de atuação
Não dê opiniões sobre si próprio: evite comentários do tipo "sou dinâmico e simpático"

4. Como se comportar na entrevista ou dinâmica de grupo?
Na sala de espera, seja discreto. Cuidado com o tom de voz e postura
Mantenha-se calmo e expresse-se com clareza. Nada de falar alto, usar gírias ou gesticular exageradamente
Seja franco e autêntico. Avaliadores são treinados para pegar mentiras
Treine em casa para evitar sustos na hora H. Os entrevistadores costumam fazer perguntas recorrentes. Eis algumas delas: porque o candidato escolheu a carreira em questão? Como se vê daqui dez anos? O que está lendo no momento? - essas questões pretendem testar sua capacidade de articulação, ou seja, sua facilidade de comunicação
Em dinâmicas de grupo, não pergunte qualquer bobagem só para se mostrar participativo
Leia o jornal ou pesquise as principais noticias do dia na Internet. Quanto mais informado, mais chances de ter assunto com o entrevistador
Informe-se sobre a empresa antes do encontro com o possível futuro chefe. Ele pode fazer perguntas sobre assuntos relacionados à área de atuação da empresa
O perfil da empresa pode ajudá-lo também a definir que roupa vestir. Agências de publicidade costumam tolerar roupas mais informais. Bancos e empresas de perfil sisudo preferem trajes sociais. De qualquer forma, meninas devem evitar decotes e roupas curtas e ter unhas e cabelos tratados. Meninos devem estar de barba bem-feita

5. Como turbinar seu currículo?
Para aumentar as chances de conseguir um bom estágio, invista em sua formação, participando de cursos, palestras e workshops. Procure atividades gratuitas relacionados a sua área de interesse. O Ciee, por exemplo, tem cursos gratuitos, presenciais e à distância, para jovens.
Trabalho social também é muito bem visto por empregadores em potencial. Se você é ou já foi voluntário de uma ong ou projeto social, cite isso no currículo. Viagens ao exterior ou intercâmbios também são diferenciais. Uma experiência no exterior parece um sonho distante? Saiba que a Aiesec (http://www.aiesec.org.br/), uma associação internacional na ativa no Brasil desde os anos 70, coordena programas de intercâmbio em todo mundo. É preciso, porém, ter em mente que o estudante não escolhe nem a empresa nem o país em que fará o estágio: pode aportar em Nova York ou no Zimbábue.
A única exigência é estar cursando do quarto semestre da faculdade para frente, ou ter até dois anos de formado. O programa vale para alunos de administração de empresas, economia, comércio exterior, engenharia, ciência da computação, marketing, publicidade e comunicação. Esse ano, as inscrições vão até março. O interessado deve pagar uma taxa de R$ 40 e depois passar por testes e dinâmicas de grupo. A associação tem escritórios em 11 Estados brasileiros (AM, BA, CE, ES, GO, MG, PE, RJ, RS, SC e SP) e no Distrito Federal.